Advogados de um empresário enviaram petição ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quinta-feira, 18, acusando a irmã de um indivíduo ligado a crimes de chantagem. O documento visa refutar o relatório da Polícia Federal (PF) que serviu de base para a prisão do empresário na Operação Compliance Zero.
Os defensores alegam que os contatos agressivos contra o cliente começaram após o suicídio do indivíduo, ocorrido na cela da Superintendência da PF em Minas Gerais, no dia 4 de março. A defesa sustenta que os contatos eram de credores que tentavam antecipar recebimentos. Os advogados pediram que o ministro André Mendonça marque o depoimento compulsório da irmã para que ela apresente provas ao tribunal, negando qualquer tentativa de suborno.
Os representantes do empresário afirmam que as parcelas mensais de R$ 200 mil citadas pela PF faziam parte de um contrato regular de parceria em um empreendimento imobiliário no bairro de Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. As transações possuíam amparo em termo assinado no fim de 2025 para remunerar serviços de segurança e intermediação imobiliária. Os advogados acusam a PF de usar interpretação descontextualizada dos fatos para induzir o relator ao erro.
A PF mantém a tese de que o indivíduo comandava um braço armado, batizado de “A Turma”, para intimidar rivais do Banco Master. Relatórios indicam que o empresário desembolsava R$ 400 mil por mês para financiar uma rede de espionagem dentro da corporação, abastecendo um agente aposentado com transferências e gratificações.

