A nona fase da Operação Compliance Zero atingiu o senador Jaques Wagner, líder do governo no Senado, na quinta-feira (18). O episódio de fraudes envolvendo o Banco Master gerou disputa de narrativa entre apoiadores do parlamentar e opositores, que apontam para um esquema sistêmico de corrupção.
Aliados do senador e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendem a inocência do parlamentar. O presidente nacional do PT, Edinho Silva, declarou confiança na defesa do senador, afirmando que o partido apoia as apurações do Caso Master. “Apoiamos todas as apurações envolvendo o Banco Master, a sociedade tem o direito de saber a verdade,” disse Edinho Silva em nota.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, manifestou tranquilidade com a operação, dizendo que acredita que o senador conseguirá “se explicar e se defender” perante a Justiça. Em contraste, o senador Sérgio Moro, pré-candidato ao governo do Paraná, afirmou nas redes sociais que “a corrupção apodreceu Brasília”, defendendo uma “investigação total e irrestrita” sobre as fraudes.
O Partido Liberal divulgou nota associando o PT ao escândalo. A organização afirmou que “o caso ‘PTMaster’ é a prova de que, mesmo mudando os personagens, a corrupção sempre carrega um nome do partido”. Enquanto isso, o senador Fabiano Contarato manifestou solidariedade a Wagner, afirmando ter “absoluta confiança na sua retidão moral”.

