O fundo de petróleo USO subiu 65,17% no ano até 17 de junho de 2026, impulsionado por uma interrupção no Estreito de Ormuz. Contudo, a análise aponta que o retorno real é menor, pois o fundo detém contratos futuros e sofre com a rolagem mensal, um custo não detalhado em seus documentos.
O USO detém contratos futuros WTI de mês inicial, e o processo de rolagem mensal gera perdas de Valor Patrimonial Líquido (NAV) quando a curva futura está em contango. Esse mecanismo faz com que o fundo perca valor mesmo quando o preço spot do petróleo permanece estável. Em dez anos, enquanto o petróleo bruto variou significativamente, o fundo acumulou um retorno total de 22,46%.
Além da rolagem, existem outros custos. O fundo é organizado como parceria limitada de pool de commodities, o que implica que os detentores recebem um formulário K-1. Os ganhos são tributados sob a Seção 1256, com alíquotas de 60% para longo prazo e 40% para curto prazo, independentemente do tempo de posse.
Para obter exposição ao petróleo sem os efeitos da rolagem, existem opções alternativas. Fundos como USL e DBO espalham a rolagem por diferentes meses de contrato, amenizando o impacto do contango. Investidores também podem optar por ETFs de ações do setor de energia, que oferecem dividendos e rastreiam lucros de produtores, evitando a mecânica de futuros.

