A Prefeitura de Guarujá, no litoral de São Paulo, iniciou um diagnóstico inédito nas escolas municipais para mapear a percepção de adolescentes sobre o trabalho infantil. A pesquisa, que começa em junho, visa identificar situações de vulnerabilidade e subsidiar ações de prevenção.
A iniciativa, coordenada pela Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social (Sedeas) e pela Secretaria de Educação (Seduc), foca em estudantes do 8º e 9º ano da rede municipal. Segundo a administração municipal, essa faixa etária concentra o público mais suscetível ao trabalho infantil, conforme dados da Vigilância Socioassistencial.
O levantamento busca compreender a realidade dos jovens, pois ouvir diretamente os estudantes é considerado essencial para revelar situações muitas vezes invisíveis ou naturalizadas. Os dados coletados serão sistematizados para orientar estratégias de proteção na cidade.
A ação integra as atividades do Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil e também esclarece a diferença entre trabalho infantil — proibido por lei para menores de 16 anos, exceto aprendiz — e o Programa Jovem Aprendiz, permitido a partir dos 14 anos com jornada compatível com a escola.

