A viúva de um gari morto em Belo Horizonte cobra o agendamento do julgamento do empresário preso por homicídio. O executivo, acusado de disparar contra a vítima após uma briga de trânsito, permanece detido após o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) negar um pedido de habeas corpus da defesa.
A familiar do gari, que faleceu em agosto do ano passado, marcou um ato de memória para cobrar a data do julgamento. Ela afirmou que irá à sede da Justiça para fazer um manifesto, exigindo que o processo seja iniciado para que o empresário seja sentenciado.
O TJMG manteve o entendimento anterior, recusando um recurso da defesa do acusado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). O empresário foi pronunciado há cerca de seis meses, mas a data para o Tribunal do Júri ainda não foi definida. A esposa do acusado, que é delegada da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), permanecerá afastada por mais 60 dias, conforme publicação no Diário Oficial do estado.
A investigação apura que o empresário efetuou os disparos em 13 de agosto do ano passado. Ele nega a autoria do crime. A delegada também foi investigada por suspeitas de ter permitido acesso à arma utilizada no caso, mas o Ministério Público de Minas Gerais não apresentou denúncia imediata contra ela.

