A Polícia Civil de São Paulo rastreou mais de R$ 9,6 bilhões em movimentações financeiras suspeitas ao longo de 2025. O trabalho foi conduzido pelo Laboratório de Tecnologia Contra a Lavagem de Dinheiro (LAB-LD), unidade especializada do Departamento de Inteligência da Polícia Civil (Dipol), que analisou mais de 69 mil contas.
O LAB-LD, instalado no Palácio da Polícia Civil, realiza investigações contra o crime organizado. Um relatório técnico gerado pela unidade serviu de base para a Operação Vérnix, que desarticulou um esquema de ocultação de patrimônio por meio de empresas de fachada. Essa operação resultou no indiciamento de sete pessoas, no bloqueio de mais de R$ 327 milhões, e na apreensão de 17 veículos e quatro imóveis.
Os investigados, que incluíam influenciadores e membros de organização criminosa, utilizavam empresas de fachada e contas “laranjas” para lavar dinheiro. Segundo o delegado-geral da Polícia Civil, Artur Dian, o combate a esse crime se dá pela “asfixia financeira dessas organizações”.
Outra investigação relevante, a Operação Scream Fake, também contou com o apoio do LAB-LD. Na ocasião, foram cumpridos 12 mandados de prisão preventiva e 14 de busca e apreensão contra advogados e dirigentes de uma ONG suspeita de auxiliar o crime organizado, oferecendo serviços a membros da facção.

