Uma operação do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) investiga um suposto esquema de descontos irregulares em contracheques de servidores públicos do Distrito Federal. A ação, denominada Operação Juros Zero, atingiu instituições financeiras, órgãos distritais e ex-gestores, cumprindo 50 mandados de busca e apreensão.
A investigação apura que o esquema foi viabilizado por um decreto distrital editado em 2024. A norma permitia descontos considerados irregulares, com a cobrança de juros que apareciam disfarçados como taxas administrativas nos contracheques dos servidores.
Entre os alvos estão o Banco de Brasília (BRB), responsável pelo processamento da folha de pagamento, a Secretaria de Economia do Distrito Federal, o Instituto de Previdência dos Servidores do DF (Iprev), o PicPay e a Associação dos Servidores Públicos do Distrito Federal. Foram bloqueados quase R$ 90 milhões em contas vinculadas ao PicPay e à Associação dos Servidores Públicos do Distrito Federal, medida que visa garantir eventual ressarcimento.
Os envolvidos são investigados por crimes como corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro. A Justiça determinou o bloqueio dos valores para preservar recursos durante o andamento das apurações, que buscam determinar o volume total de recursos movimentados no esquema.

