O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, declarou que ‘todo o Líbano deveria arder’ após um dispositivo explosivo, atribuído ao Hezbollah, matar quatro soldados israelenses no sul do Líbano. A fala, feita nesta sexta-feira, dia 19 de junho de 2026, põe em xeque o cessar-fogo preliminar entre Estados Unidos e Irã.
Os ataques recentes colocam em risco o acordo preliminar entre Estados Unidos e Irã, que previa o término imediato e permanente das operações militares em todas as frentes, incluindo o Líbano. O encontro para a assinatura presencial do pacto foi cancelado nesta sexta-feira. A Casa Branca afirmou que espera iniciar conversas técnicas o mais breve possível, sem definir nova data para o evento.
Ben Gvir defendeu uma resposta mais dura de Israel ao grupo extremista, afirmando que ‘por cada lágrima de uma mãe israelense, mil mães libanesas devem chorar’. As Forças de Defesa de Israel (FDI) confirmaram a morte dos militares e anunciaram um ataque a dois centros de comando do Hezbollah no Líbano como retaliação, segundo as FDI, que relataram a morte de dezenas de integrantes do grupo.
Em declaração anterior, na quarta-feira, dia 17 de junho, o presidente dos EUA, Donald Trump, criticou a ação israelense no Líbano. Trump comentou que, embora Israel possa se proteger, ‘quando dois drones caem no deserto sem causar danos, você não precisa derrubar prédios em Beirute em resposta’.

