Nesta sexta-feira (19), o Dia do Cinema Brasileiro foi celebrado com indicações de cineastas que propõem a reflexão sobre o país. Anita Barbosa e Igor Verde recomendaram produções que retratam as contradições e transformações brasileiras, apesar de os filmes terem atraído 5,2% do público total dos cinemas nos primeiros meses de 2026, segundo a Ancine.
O consenso entre os profissionais foi o longa “Central do Brasil”, de Walter Salles, lançado em 1998. Anita Barbosa afirmou que o filme aborda “encontro, perda, deslocamento e esperança sem perder de vista o país que existe fora dos grandes centros”. Igor Verde acrescentou que a obra “aproxima as pessoas”.
Entre as outras sugestões, Igor Verde destacou “Alma no Olho”, curta-metragem de Zózimo Bulbul, de 1973. A obra, sem diálogos, utiliza a performance corporal para discutir identidade negra, racismo e liberdade. Anita Barbosa também citou “Vidas Secas”, de Nelson Pereira dos Santos, que acompanha uma família no sertão nordestino, mostrando como os filmes ajudam a entender períodos diferentes do Brasil.
A diretora Barbosa concluiu que assistir a filmes brasileiros é uma forma de reconhecer a cultura nacional e perceber como questões permanecem atuais. Outros títulos indicados incluem “Deus e o Diabo na Terra do Sol”, “Marte Um” e “Pixote: A Lei do Mais Fraco”.

