A Polícia Civil de São Paulo rastreou mais de R$ 9,6 bilhões em esquemas de lavagem de dinheiro durante o ano de 2025. A operação, que analisou mais de 69 mil contas bancárias, gerou relatórios técnicos que embasaram a Operação Vérnix, ligada ao PCC.
O Laboratório de Tecnologia Contra a Lavagem de Dinheiro (Lab-LD) da Polícia Civil identificou incompatibilidade entre os valores movimentados e a capacidade econômica declarada pelos suspeitos. A Operação Vérnix, que apura crimes de organização criminosa e lavagem de capitais, indiciou sete indivíduos por estarem ligados à estrutura criminosa.
Entre os investigados, estavam uma influenciadora e membros da família do líder da facção. A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou ré a influenciadora. Além dela, o líder do PCC e outros familiares passaram à condição de réus.
As investigações resultaram no bloqueio de mais de R$ 327 milhões e na apreensão de 17 veículos de luxo e quatro imóveis. A defesa dos acusados contestou a denúncia, afirmando que o ato processual inicial não implica culpa e que os rendimentos são lícitos.

