O príncipe Dom Pedro Tiago de Orléans e Bragança acionou a Justiça contra a Companhia Imobiliária de Petrópolis após ser impedido de acessar o Palácio do Grão-Pará, em Petrópolis, no Rio de Janeiro. O episódio, ocorrido no dia 9, envolve a posse do imóvel, tombado pelo Iphan desde 1930, que está avaliado em cerca de R$ 70 milhões.
O príncipe, de 47 anos, relatou que, ao retornar ao palácio após sair para exercícios, seguranças alegando trabalhar para a Companhia o barraram. Ele conseguiu entrar contornando a construção, mas temeu por sua segurança. Segundo o processo, a Polícia Militar foi acionada, e foram utilizados instrumentos de menor potencial ofensivo para conter o príncipe, conforme nota da corporação.
No dia seguinte, o príncipe tentou retornar, mas não conseguiu entrar, pois as chaves haviam sido trocadas. Em 12 de junho, o juiz Adriano Loureiro Binato de Castro, da 2ª Vara Cível da Comarca de Petrópolis, concedeu liminar. A decisão determinou que a Companhia Imobiliária de Petrópolis desocupasse o palácio, garantindo o retorno do herdeiro.
O imóvel, que serviu historicamente como alojamento da Corte, está no nome da Companhia. Os advogados do príncipe analisam medidas legais para a devolução de pertences pessoais, como roupas, um carro e um quadro, após ter sido privado do acesso aos seus bens.

