A ressaca, comum após o consumo excessivo de álcool, manifesta-se com dor de cabeça, náusea e fadiga. Especialistas explicam que o quadro resulta de uma combinação de desidratação, irritação no estômago e alterações metabólicas causadas pelo etanol.
A ressaca ocorre quando o fígado transforma o etanol em acetaldeído, uma substância tóxica. A desidratação, mesmo leve, causa sintomas como boca seca e fraqueza. O endocrinologista Clayton Macedo explica que o álcool inibe o hormônio antidiurético (ADH), o que aumenta a diurese e agrava a desidratação.
As diferenças na ressaca dependem da genética e do tipo de bebida, pois congêneres presentes na fermentação podem aumentar a inflamação. Segundo a nutricionista Patricia Neri Cavalcanti, indivíduos com problemas hepáticos metabolizam o álcool mais lentamente, intensificando o mal-estar.
Para a recuperação, a hidratação com isotônicos ou água de coco é recomendada, pois repõe eletrólitos. Contudo, o neurologista Diogo Haddad alerta que o uso de paracetamol e anti-inflamatórios deve ser evitado após o consumo excessivo de álcool, devido ao risco de toxicidade hepática.

