A repercussão do envolvimento de um senador com o caso Master, revelado na nona fase da Operação Compliance Zero, foi cerca da metade da observada em outro caso, segundo dados do Instituto Democracia em Xeque. O levantamento, que analisou plataformas como Facebook, Instagram, X, YouTube e TikTok, aponta a polarização do debate digital no Brasil.
O instituto registrou 181,6 mil posts com menções ao senador, em comparação com 360 mil posts relacionados a um pré-candidato à Presidência pelo PL no primeiro dia após a divulgação de diálogos com um banqueiro. Dos conteúdos analisados, 27% trataram das relações entre o senador, o presidente Lula e o senador Davi Alcolumbre, tema que ganhou destaque na imprensa.
O debate se dividiu em narrativas distintas. Perfis de direita apresentaram o episódio como prova de corrupção no PT. Outro grupo de postagens, que concentrou 22% do volume, discutiu supostas vantagens indevidas recebidas pelo senador. Em contrapartida, a reação governista enfatizou a autonomia da Polícia Federal e a tese de que, no governo Lula, “quem fez, paga”.
Um diretor de Relações Institucionais do Instituto Democracia em Xeque comentou que a autonomia da Polícia Federal é um ativo do governo na crise. Ele afirmou que essa linha de defesa só se sustenta se vier acompanhada de coerência política.

