O Fundo Medallion, da Renaissance Technologies, mantém uma taxa de crescimento anual composto de 39,9% desde março de 1988, segundo dados da empresa. A performance contínua demonstra a resiliência de sua metodologia quantitativa, que se adaptou a mudanças de mercado e à saída de Jim Simons.
O fundo gerou retornos impressionantes, atingindo 66,1% ao ano antes da cobrança de taxas. Essa performance se destaca em comparação com o padrão de mercado, como o S&P 500, que rendeu metade desse patamar no mesmo período. A estrutura de taxas do Medallion, que cobrava mais que o dobro das taxas padrão de outros fundos de hedge, manteve-se competitiva.
Apesar de suposições de que o sucesso dependia de Simons, os dados indicam que a estratégia foi construída para mudar. Antes de ele se afastar da gestão diária em 2010, o fundo apresentava retornos líquidos de cerca de 38,5% anuais. Após sua saída, os retornos líquidos se estabilizaram em torno de 39% anuais, enquanto os brutos subiram para a faixa de 75% a 80%.
O atual CEO da empresa, Peter Brown, preservou a base estrutural criada por Simons. A firma continua a contratar matemáticos, físicos e cientistas da computação, mantendo decisões sistemáticas e priorizando o controle de risco. A adaptação ocorreu na evolução dos algoritmos, que se ajustaram a fatores como a volatilidade impulsionada por mídias sociais e o risco político.
Investidores podem acompanhar os ativos públicos da empresa por meio de registros da CVM. Por exemplo, a empresa investiu em Nvidia no primeiro trimestre de 2011, e em Micron Technology no terceiro trimestre de 2013. A gestão do fundo foca em probabilidades estatísticas, e não apenas na posse de longo prazo.

