O consumo aparente de produtos siderúrgicos no Brasil caiu 14,1% em maio, em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados do Instituto Aço Brasil. A retração expõe fragilidade na demanda interna, mesmo com leve alta na produção nacional.
O recuo no consumo aparente, que mede a demanda real do mercado interno, mostra que o enfraquecimento não é pontual. No acumulado de janeiro a maio, a queda do consumo atinge 4,1%. A produção nacional de aço bruto também registrou queda de 1,9% no período, totalizando 13,4 milhões de toneladas, apesar de ter crescido 2,4% em maio.
As exportações de aço sofreram forte retração em maio, caindo 35% em volume, para 645 mil toneladas, e 34,3% em valor, somando US$ 449 milhões. As importações também apresentaram desempenho negativo, recuando 55,4% em volume, para 312 mil toneladas, e 45,2% em valor, totalizando US$ 322 milhões.
A combinação de exportações em queda, importações em colapso e consumo em baixa sugere um setor siderúrgico cauteloso, em um ambiente macroeconômico adverso. A desaceleração não é exclusiva do Brasil, mas o país perde tração ao registrar quedas simultâneas em consumo, exportações e importações.

