O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou medidas de busca e apreensão contra um senador nesta quinta-feira, no âmbito da Operação Compliance Zero. A decisão evitou determinar diligências dentro do Senado Federal, seguindo a lógica de operações anteriores para reduzir atrito político.
A escolha de não realizar buscas nas dependências do Senado baseou-se no fato de que os investigadores já reuniram elementos considerados suficientes por outros meios de obtenção de prova. Integrantes da apuração afirmaram que documentos, registros financeiros e mensagens já foram obtidos por meio de quebras de sigilo e apreensões em endereços externos.
Auxiliares do STF comentaram que a preocupação era evitar um foco adicional de tensão entre o Judiciário e o Legislativo. A percepção era que uma operação no Congresso poderia gerar questionamentos sobre a invasão de prerrogativas parlamentares, alinhando-se a precedentes do Supremo.
A Polícia Federal informou que o senador foi o “beneficiário central” de “vantagens econômicas” pagas por integrantes do Banco Master. Entre os benefícios citados estão o pagamento de um apartamento de R$ 2,45 milhões em Salvador e o uso de aeronaves ligadas à instituição.

