A Polícia Federal realizou uma operação na quinta-feira, visando o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). A ação expôs conexões entre o escândalo do Banco Master e o PT da Bahia, investigando se o senador agiu em favor do banco em troca de benefícios indevidos.
A investigação apura se o senador atuou no Congresso Nacional para beneficiar o banqueiro Daniel Vorcaro. As suspeitas apontam que Wagner recebeu vantagens, como um apartamento de luxo avaliado em R$ 2,4 milhões em Salvador e repasses a uma empresa ligada à nora do parlamentar. O inquérito também identificou o pagamento de ingressos para um show internacional.
A PF apontou uma relação próxima entre Wagner e Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro, baseada em mensagens e áudios que indicaram um “elevado grau de confiança pessoal”. As suspeitas recaem sobre a atuação parlamentar do senador em temas como a tramitação de propostas sobre crédito consignado, o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e a fiscalização da aquisição do Master pelo Banco Regional de Brasília (BRB).
Os fatos investigados se concentram em três momentos: a apresentação de uma emenda a medida provisória de 2022 sobre margem consignável, a tentativa de aprovar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre o FGC, e a fiscalização da operação de potencial aquisição do Master pelo BRB. Governistas reconhecem o desgaste do episódio, enquanto oposicionistas usam a operação para atacar o PT.

