O Departamento de Estado dos Estados Unidos classificou a condenação de um ex-deputado federal pelo Supremo Tribunal Federal como “perseguição” e “guerra jurídica”. A decisão, tomada pela 1ª Turma do STF, ocorreu após o ex-deputado tentar intimidar o Judiciário brasileiro nos EUA durante a investigação contra seu pai.
A condenação, que ocorreu por unanimidade em 16 de junho, foi referente ao crime de coação no curso do processo. Segundo a decisão, o ex-deputado agiu nos Estados Unidos para tentar influenciar o andamento da ação penal contra o ex-presidente, que se encontra em prisão domiciliar desde março de 2026.
Em nota enviada a veículos de comunicação, um porta-voz do Departamento de Estado afirmou que o caso representa “o mais recente episódio de um padrão de perseguição e de uso político do sistema judicial pelos tribunais brasileiros contra seus opositores políticos”. O representante norte-americano também declarou que “debates políticos devem ser resolvidos por meio de eleições democráticas, e não por condenações”.
O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, explicou que o ex-deputado tentou usar sanções e tarifas aplicadas pelos Estados Unidos para intimidar o Supremo e beneficiar o pai. Moraes afirmou que as ações não se configuraram como simples manifestações políticas ou atos protegidos pela liberdade de expressão.

