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Leitura: Órgão municipal serve de fachada para esquema de apostas ilegais
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Justiça

Órgão municipal serve de fachada para esquema de apostas ilegais

Carla Fernandes
Última atualização: 22 de junho de 2026 16:48
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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Um órgão criado pela prefeitura de Bodó, no Rio Grande do Norte, servia como fachada para um esquema de exploração irregular de apostas online. A operação Conto da Sorte, deflagrada pelos Ministérios Públicos do RN e de Pernambuco e pela Receita Federal, investiga a movimentação de cerca de R$ 50 bilhões.

A investigação aponta que a LotSeridó, autarquia vinculada à prefeitura do município de 2.360 habitantes, era utilizada como âncora para dezenas de plataformas de aposta online de todo o país. Segundo o promotor de Justiça Augusto Lima, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), a estrutura funcionava apenas formalmente. Ele explicou em coletiva de imprensa no Recife que a prefeitura apenas realizou o edital de credenciamento, permitindo que bets de todo o Brasil operassem de forma irregular e sem autorização dos órgãos responsáveis.

O órgão municipal foi encerrado em outubro de 2025, mas as empresas continuaram a atuar sem a permissão da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), do Ministério da Fazenda. A Operação Conto da Sorte cumpriu 14 mandados de busca e apreensão em Pernambuco, Ceará e São Paulo.

As apurações indicam que ao menos 37 bets ilegais movimentaram o montante de R$ 50 bilhões. As investigações revelam movimentação financeira incompatível com os rendimentos declarados, além de indícios de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro com a aquisição de imóveis. Há também ausência de repasse da receita líquida de apostas, conforme previsto na Lei nº 13.756/2023.

TAGGED:Apostas ilegaisCrime OrganizadofraudelotseridóReceita FederalRio Grande do Norte
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