O Governo Federal mobiliza órgãos de monitoramento para enfrentar os impactos do El Niño, fenômeno climático que já afeta o tempo brasileiro e deve continuar gerando efeitos nos próximos meses. O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, declarou que a vigilância está permanente para responder a situações de emergência.
O El Niño, provocado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial, interfere na circulação de ventos e modifica os padrões de chuva e temperatura globalmente, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O ministro Góes afirmou que o país ganhou experiência após eventos extremos recentes, como as enchentes no Rio Grande do Sul e a seca na Região Norte.
Meteorologistas alertam que o fenômeno pode se intensificar, com potencial para atingir a categoria de Super El Niño. Os impactos variam por região: o Norte tende a ter redução de chuvas e aumento de calor, enquanto o Sul concentra maior risco de temporais e enchentes, historicamente associados ao evento.
Para gerenciar os riscos, o governo mantém uma sala de situação que reúne cerca de 20 ministérios, incluindo a Defesa Civil Nacional e o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). As equipes realizam reuniões frequentes para antecipar riscos e planejar respostas rápidas em caso de desastres.

