A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou ré uma advogada e influenciadora por associação a organização criminosa e lavagem de dinheiro da facção Primeiro Comando da Capital (PCC). A decisão, proferida pelo juiz Deyvison Heberth dos Reis, da 3ª vara de Presidente Venceslau, coloca a ré sob acusação formal, enquanto ela permanece presa preventivamente desde 21 de maio.
O Ministério Público alega que os denunciados constituíram a organização criminosa a partir de 2018, atuando em Presidente Venceslau, no extremo oeste do estado. Segundo a denúncia, o grupo visava a lavagem de capitais provenientes de infrações penais e do tráfico de drogas, vinculadas às atividades do PCC.
A acusação aponta que a influenciadora recebeu valores ilícitos da Transportadora Lado a Lado, operada em benefício do PCC. Em um período de julho de 2022 a maio de 2024, a ré movimentou R$ 43.325.314,58 a crédito e R$ 41.648.336,78 a débito em suas contas bancárias, conforme análise de sigilo financeiro.
A defesa dos acusados solicitou a revogação da prisão preventiva, alegando que a ré é mãe e única responsável por filha menor de idade. O pedido foi negado, e o Ministério Público reforçou que a prisão domiciliar não se aplica a casos de organização criminosa que opera com violência.

