A SpaceX enfrenta divergência entre analistas de mercado sobre sua avaliação. O banco Oppenheimer elevou a meta de preço da empresa para US$ 250, enquanto o gestor de fundo Michael Burry considerou o trade caro, sem apostar contra a companhia.
A tese otimista da Oppenheimer foca na integração vertical da SpaceX em inteligência artificial. A firma citou a aquisição da empresa de codificação Cursor, por US$ 60 bilhões em ações, como prova de que a companhia controla todas as camadas de sua pilha de IA, incluindo modelos, dados e aplicações. Com base nisso, a Oppenheimer elevou a receita de IA esperada da SpaceX para o quarto trimestre de 2026 para US$ 8,75 bilhões.
Por outro lado, Michael Burry argumentou que a avaliação da SpaceX está alta demais. Ele classificou a empresa como uma companhia de nicho e apontou que, apesar de ter gerado US$ 18,7 bilhões em receita em 2025, a companhia registrou um prejuízo de US$ 4,27 bilhões no primeiro trimestre de 2025 e possui um déficit acumulado superior a US$ 41 bilhões.
O valor de mercado da SpaceX, estimado em cerca de US$ 2,8 trilhões, foi comparado ao Produto Interno Bruto de países como Rússia e Itália. Burry observou que essa avaliação, que engloba foguetes, satélites e IA, deixa pouco espaço para surpresas positivas. Atualmente, a ação negocia abaixo da meta de US$ 250, enquanto o sentimento do público investidor tem se tornado mais pessimista.

