O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, anunciou na sede da OTAN, em Bruxelas, a reavaliação da presença militar americana na Europa. A medida visa forçar os aliados a assumirem a responsabilidade principal pela defesa do continente, sob ameaça de corte em contribuições financeiras.
Hegseth declarou que a revisão busca garantir que a OTAN avance para uma Europa na liderança, assumindo a defesa. Ele informou que o processo terá seis meses de duração e que alguns países serão reprovados na avaliação.
O governo dos EUA condicionará o pagamento de US$ 790 milhões, valor estimado para 2026, ao cumprimento das metas de gastos de defesa pelos aliados. O secretário advertiu que as contribuições americanas diminuirão se os parceiros não cumprirem os compromissos.
A mudança reflete o desejo de Washington de que os aliados assumam a defesa convencional, enquanto o foco dos EUA se desloca para a China. O secretário de Defesa dos EUA criticou aliados por adotarem restrições às forças americanas durante a guerra no Oriente Médio.

