A Polícia Civil utilizou tecnologia de uma empresa de inteligência dos Estados Unidos para rastrear e bloquear criptomoedas da facção venezuelana Tren de Aragua. A operação, batizada de “Rota do Norte”, deflagrou-se em Roraima e mais cinco estados para desarticular o esquema de lavagem de dinheiro do grupo criminoso.
A investigação, que contou com o suporte da Chainalysis, líder global em análise de transações com criptoativos, visou os braços logístico e financeiro da organização. A tecnologia de rastreamento em blockchain permitiu localizar e congelar moedas virtuais usadas para lavar milhões obtidos com a venda de armas pesadas ao Comando Vermelho (CV).
Durante as ações, 15 pessoas foram presas em Roraima, Amazonas, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná. O delegado Hugo Cardias, titular da Delegacia de Repressão às Organizações Criminosas (Draco), afirmou que facções criminosas utilizam mecanismos sofisticados, como criptomoedas, para ocultar patrimônio.
Entre os alvos, um homem apontado como principal operador financeiro da facção venezuelana no Brasil foi preso no Rio de Janeiro. A ofensiva teve como foco estrangeiros que migraram para gerenciar o crime. Além das prisões, as equipes apreenderam cerca de R$ 350 mil em valores convertidos, incluindo US$ 48.285 em dólares, e veículos como um Porsche.

