O movimento Make America Healthy Again enfrenta divisão após Robert F. Kennedy Jr. iniciar uma campanha contra o kratom, um extrato herbal com efeitos semelhantes a opioides. O produto, vendido legalmente na maioria dos estados, gerou uma indústria de bilhões de dólares, mas levanta sérias questões sobre riscos à saúde.
O kratom, conhecido como “heroína de posto”, possui efeitos analgésicos e eufóricos. Embora seja amplamente comercializado em gomas, bebidas e pílulas, seus efeitos a longo prazo na saúde humana são desconhecidos. A incerteza sobre o uso do extrato causa cisão entre os apoiadores do movimento, que antes defendiam o produto.
A disputa se acentua com a discussão sobre a 7-hidroximitraginina (7-OH), o principal componente ativo. Enquanto alguns defensores alegam que produtos rotulados como kratom são, na verdade, produtos 7-OH com quantidades perigosas, outros argumentam que o banimento do 7-OH é injustificado. Especialistas apontam que ambos os compostos apresentam riscos, e muitos usuários relatam dependência acidental.
O governo federal tem buscado restringir o ingrediente ativo. Um secretário de saúde descreveu a indústria 7-OH como “sinistra”, e a agência de fiscalização de drogas propôs classificá-lo como substância de Classe 1. Pesquisadores, como um diretor da Universidade da Flórida, afirmaram que muitos produtos, mesmo apresentados como “limpos”, contêm compostos com efeitos biológicos desconhecidos.

