A Polícia Federal investiga a movimentação de um caixa paralelo superior a R$ 114,6 milhões, realizado entre março e agosto de 2025 pelo ex-dono do Banco Master. Os valores foram usados em aquisição de aeronaves, imóveis de alto padrão e galerias de arte, segundo a corporação.
As investigações apontam que o ex-dono do banco utilizava operadores financeiros para gerenciar os repasses. Relatórios indicam pagamentos mensais de R$ 1 milhão a um auxiliar, conhecido como “Sicário”. Documentos analisados pela PF mostram que o ex-dono do banco orientava a regularidade desses pagamentos, determinando: “Colocar Sicário na lista 1 mm (milhão) todo dia 8”.
A estrutura do grupo envolvia a Super Empreendimentos S.A., empresa dirigida por operadores financeiros, que funcionava como central no desvio de recursos. Por meio dessa empresa, a família do ex-dono do banco investia em imóveis de luxo, como uma mansão avaliada em R$ 36 milhões em Brasília. A PF apura se obras de arte e voos particulares serviram para lavar dinheiro e remunerar aliados políticos.
O ex-dono do banco e um dos operadores financeiros estão presos preventivamente por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Um dos operadores foi alvo de busca e apreensão, enquanto o auxiliar, conhecido como “Sicário”, faleceu na prisão após tentativa de suicídio.

