Uma organização criminosa movimentou cerca de R$ 45 milhões em menos de cinco anos por meio de fraudes bancárias e clonagem de cartões. A Polícia Civil divulgou o balanço após a segunda fase da operação ‘Estorno’, que atua em Juiz de Fora, Leopoldina e Belmiro Braga.
O grupo, liderado por jovens, utilizava os valores desviados para sustentar um estilo de vida de alto padrão. Segundo o delegado responsável, Márcio Rocha, o volume financeiro demonstrou que se tratava de uma organização criminosa estruturada, e não de uma fraude isolada.
As investigações revelaram que o esquema operava em rede, conectando Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná. O método envolvia a compra de dados de correntistas de alto poder aquisitivo, seguida pelo sequestro e espelhamento da linha telefônica da vítima. Com acesso total às contas, os criminosos realizavam transferências e Pix.
Para lavar o dinheiro, o grupo comprava produtos de luxo em e-commerce e utilizava cartões clonados em máquinas adulteradas de comerciantes parceiros na Zona da Mata mineira. Desde novembro de 2025, a desarticulação do esquema avançou, com dez pessoas presas até o momento.

