O Itaú BBA afirmou que a C&A (CEAB3) está ‘irracionalmente barata’ e reiterou a ação como sua principal escolha no setor de consumo discricionário da América Latina. Nesta quarta-feira (24), os papéis subiam 4,69%, a R$ 10,27, liderando os ganhos do Ibovespa.
Na avaliação do banco, a precificação da varejista não reflete seus fundamentos. A empresa negocia a 5,6 vezes o lucro estimado para 2026, apresenta rendimento de fluxo de caixa livre para o acionista (FCFE) de 14% e já executou cerca de metade do programa de recompra de ações. O desconto em relação à Lojas Renner (LREN3) é de aproximadamente 35%, diferença considerada injustificada pelo banco, que estabeleceu preço-alvo de R$ 20.
O BBA acredita que os resultados do segundo trimestre podem levar a revisões para cima das estimativas do mercado. Após um quarto trimestre de 2025 mais fraco, a companhia apresentou recuperação no primeiro trimestre de 2026 e sinaliza desempenho ainda melhor no trimestre atual. As vendas em mesmas lojas do segmento de vestuário devem permanecer estáveis ante o crescimento de 4,8% registrado no primeiro trimestre.
A diferença de produtividade em relação à Renner voltou a diminuir, e a margem bruta deve se expandir com cenário cambial favorável. A forte geração de caixa, estimada em R$ 420 milhões em 2026 (rendimento de 14%), também é destaque. O banco avaliou ainda que o impacto de mudanças na jornada de trabalho (modelo 5×2 e redução para 40 horas) seria limitado, inferior a R$ 30 milhões, ou cerca de 2% do EBITDA projetado para 2026.

