O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) negou recurso do pai e da irmã do banqueiro controlador do Banco Master e manteve o bloqueio de bens da família. A decisão atinge 16 imóveis em Minas Gerais, participações em 29 empresas e registros de veículos, em meio a acusações de desvios de recursos da instituição financeira.
A 2ª Câmara Reservada de Direito Empresarial do TJSP rejeitou os embargos de declaração da família e manteve o protesto judicial contra os bens dos parentes. Segundo a imprensa, o liquidante do banco acusa os dois de comprar patrimônio com dinheiro desviado da banca privada.
O desembargador Paulo Roberto Grava Brazil, relator do processo, afirmou que os parentes não comprovaram perigo de dano para justificar a suspensão da liminar. O magistrado destacou que o protesto apenas informa terceiros sobre a briga jurídica, sem retirar a posse dos bens.
Paralelamente, o liquidante do Banco Master iniciou um processo na Flórida, Estados Unidos, para reaver uma mansão avaliada em US$ 32 milhões. A investigação aponta que uma empresa administrada pelo pai e pela irmã do banqueiro comprou a residência com verbas desviadas.
No STF, a Segunda Turma manteve a prisão preventiva do pai do banqueiro, preso em 14 de maio na 6ª fase da Operação Compliance Zero. A Polícia Federal afirma que ele e o filho ocultaram pelo menos R$ 2,2 bilhões de credores e vítimas de fraudes financeiras.

