O presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, negou nesta quarta-feira (24) que exista corrupção generalizada em seu governo, durante sessão no Congresso dos Deputados. A declaração ocorre após a condenação a 24 anos de prisão por corrupção de seu ex-ministro José Luis Ábalos.
Em discurso, Sánchez afirmou que “determinados atores políticos e midiáticos estão tentando misturar as coisas” para criar uma falsa sensação de corrupção. “Jamais conheci nem teria tolerado qualquer uma dessas práticas”, disse. O líder socialista também criticou a investigação judicial contra sua esposa, Begoña Gómez, e as medidas cautelares impostas, como a proibição de deixar o país, que considerou “além do razoável”.
O líder da oposição, Alberto Núñez Feijóo, do Partido Popular, reagiu exigindo a dissolução do Parlamento e eleições antecipadas. “A única coisa que se espera do senhor é que dissolva o Parlamento e vamos votar”, afirmou. Sánchez, no entanto, já adiantou que não pretende renunciar nem antecipar as eleições previstas para 2027. “A pergunta não é se devemos continuar, mas como não vamos continuar”, sustentou.
A sessão ocorre em momento de fragilidade para Sánchez, que governa em minoria e enfrenta investigações contra seu irmão David e seu ex-ministro Ábalos, além de processos contra o atual secretário do Partido Socialista, Santos Cerdán, e o ex-presidente José Luis Rodríguez Zapatero. Sánchez defendeu a honra dos aliados, mas se distanciou dos demais investigados.

