Análise de especialista aponta que jogadores canhotos, como Lionel Messi e Bukayo Saka, são proporcionalmente mais frequentes em seleções nacionais de futebol do que na população geral, representando entre 23% e 32% dos atletas. Segundo estudo realizado na Holanda, a vantagem tática e a dificuldade que impõem aos adversários explicam o fenômeno.
Estudo conduzido na Holanda indica que ser canhoto aumenta as chances de um jovem ser selecionado para equipes nacionais de desenvolvimento. Ainda assim, a competição entre canhotos no sistema de formação é acirrada. Treinadores valorizam a característica pela possibilidade de posicionar jogadores no lado esquerdo do campo, onde podem executar passes e finalizações com mais rapidez, sem necessidade de ajustar o corpo.
Canhotos também atuam como ‘pontas invertidos’ no lado direito, cortando para dentro e usando o pé dominante para criar jogadas. Além disso, seus movimentos menos familiares dificultam a leitura dos adversários, que precisam de mais tempo para reagir – frações de segundo decisivas em competições como a Copa do Mundo. A professora Kylie A. Steel, da Western Sydney University, autora da análise, destaca que jogadores canhotos podem ter ligeira vantagem em pensamento criativo, por se adaptarem a um mundo projetado para destros.
Embora não seja possível alterar a preferência natural, o treinamento pode desenvolver ambidestria funcional, tornando o uso do pé não dominante quase tão eficiente quanto o dominante. A análise foi originalmente publicada em veículos de comunicação internacionais e republicada sob licença.

