O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, prestou depoimento final nesta quarta-feira (24) e negou todas as acusações de corrupção. Em alegações no tribunal, ele afirmou que os promotores queriam ‘encontrar algo’ contra ele, mas ‘não encontraram nada’. Netanyahu é o primeiro premiê israelense a ser julgado enquanto ocupa o cargo, acusado de suborno, fraude e abuso de poder.
Netanyahu atacou o Ministério Público e disse ser alvo de uma ‘caça às bruxas’. ‘O objetivo era encontrar algo, mas não encontraram nada. Interrogaram todos os meus familiares e amigos, utilizaram métodos impensáveis. Destruíram famílias’, declarou, segundo a imprensa local. Ele também criticou a investigação do ‘caso 2000’, que envolve suposto suborno a um jornal, e disse não saber do que é acusado nesse processo.
No ‘caso 4000’, o mais grave, Netanyahu é acusado de beneficiar o acionista majoritário da empresa Bezeq em troca de cobertura favorável no portal Walla. Ele chamou a acusação de ‘construção fictícia que desmorona’. O premiê também reclamou das táticas de promotores e disse que a quebra de confiança ocorre ‘quando se chantageia e ameaça testemunhas’.
Netanyahu prolongou o processo por meses, alegando problemas de saúde, riscos à segurança nacional e questões diplomáticas. As audiências começaram no final de 2024. Ele agora aguarda o veredito, que pode ter impacto na política israelense.

