Um levantamento do Instituto Natura indica que o investimento no Ensino Médio Integral (EMI) gera retorno social para a comunidade. Os dados mostram que, para cada R$ 1 investido, R$ 3,49 retornam à população local, segundo a análise feita com egressos da rede pública de Pernambuco.
O estado de Pernambuco, pioneiro na adoção do EMI, planeja expandir o modelo visando diminuir o custo por vaga para a gestão pública. A pesquisa simulou cenários de novas políticas públicas e concluiu que o aumento do investimento eleva a eficiência e o retorno das economias para o território.
Os ganhos do EMI ultrapassam a qualidade do ensino. O estudo identificou um aumento médio de R$ 172 na renda mensal e elevação de três pontos percentuais na taxa de empregabilidade entre jovens egressos. Além disso, houve redução de 4,8% na evasão escolar e aumento de 8,8% no ingresso ao ensino superior.
Um dos autores do estudo, Vladimir Ponczek, declarou que o aluno se torna um profissional mais qualificado, contribuindo mais robustamente para a economia. Ele afirmou que, no cenário mais otimista, o benefício econômico ao longo da vida do egresso chega a quase três vezes e meia o valor investido pelo Estado.
Maria Slemenson, superintendente do Instituto Natura Brasil, explicou que o investimento traduz avanços pedagógicos em indicadores econômicos. Ela declarou que o EMI é uma política inegociável para o desenvolvimento do país e que há evidências para colocá-lo no centro da estratégia educacional.

