A Polícia Civil de São Paulo prendeu um homem suspeito de se passar por médico e forjar exames toxicológicos para motoristas de ônibus. A ação ocorreu na garagem da Transunião Transportes S.A., empresa investigada por um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
O investigado, que se apresentava como médico, atuava em hospitais e prestava serviços a empresas sem possuir formação na área, segundo a polícia. Durante busca e apreensão em uma clínica, foram encontrados receituários e carimbos do médico verdadeiro, além de fichas de atendimento e dois simulacros de arma de fogo. A polícia apura se os exames falsificados permitiam que motoristas da Transunião atuassem de forma irregular.
A operação, denominada Última Parada, também prendeu um vereador da capital, um diretor informal da viação e um motorista, no combate ao esquema de lavagem de dinheiro do PCC na Transunião. Outros dois alvos permanecem foragidos, sendo um deles o atual presidente da empresa, que estaria na Itália.
A Justiça determinou o afastamento imediato dos diretores da Transunião. Contudo, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) e a SPTrans informaram que a frota da empresa segue operando normalmente, atendendo as 50 linhas municipais que transportam 262 mil passageiros por dia útil.

