O ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira, 25 de junho de 2026, a transferência do fundador do Banco Master para a Papudinha, ala do Complexo Prisional da Papuda, em Brasília. O investigado, acusado de liderar fraudes no Sistema Financeiro Nacional, deixará a Superintendência da Polícia Federal enquanto as tratativas de delação premiada permanecem paralisadas.
A determinação ocorreu após a Polícia Federal formalizar a rejeição da segunda proposta de delação premiada apresentada pela defesa em 11 de junho. A Procuradoria-Geral da República (PGR) também não prosseguiu com a negociação, alegando falta de “provas robustas”. Mendonça negou o pedido da defesa para que o investigado fosse colocado em prisão domiciliar, mantendo a prisão preventiva.
O ministro citou manifestações da PF e da PGR, que recomendaram a manutenção da custódia, alegando preocupação com a segurança do custodiado. Para Mendonça, foram comprovados riscos que impedem a colocação em cela comum. Ele definiu que a Papudinha é a solução que concilia a impossibilidade de manter o preso na sede da PF com a necessidade de maior segurança.
A decisão do relator afirmou que a medida “é a que melhor atende ao postulado da proporcionalidade, pois concilia, de um lado, a impossibilidade de manutenção prolongada do preso em dependências da Polícia Federal e, de outro, a necessidade de evitar sua colocação em cela comum, preservando-se a segurança do custodiado sem afastar a execução da prisão preventiva em estabelecimento estatal adequado”.

