O setor de incorporação perdeu o otimismo com a queda de juros no Brasil, segundo executivos durante o Summit ABRAINC 2026, em São Paulo. Apesar do Banco Central ter feito um corte na taxa básica de juros, especialistas indicam que os patamares atuais dificultam a produção e a demanda por imóveis.
Luiz França, CEO da Associação Brasileira das Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC), abriu o evento pedindo a redução dos juros, que ele avaliou como elevados. O Banco Central realizou o terceiro corte na taxa básica de juros, definindo-a em 14,25% ao ano. Essa decisão foi vista como branda por especialistas, que observam a deterioração da inflação do país, conforme admitido na última Ata do Copom.
Ricardo Gontijo, CEO da Direcional, declarou que a expectativa de queda de juros mudou. Ele afirmou que os juros impactam a produção do setor e o ciclo do cliente, que depende de financiamentos longos para adquirir moradia. Gontijo previu que o mercado de alta renda sofrerá nos próximos dois anos, com exceção dos apartamentos compactos.
Alex Veiga, CEO do Grupo Patrimar, comentou sobre a evolução do mercado financeiro. Ele explicou que, fora do programa Minha Casa, Minha Vida, os financiamentos imobiliários no primeiro semestre de 2026 ficaram entre 12% e 14%. Veiga disse que, com uma taxa de juros razoável, o financiamento do setor crescerá mais.

