Uma vereadora protocolou representação na Corregedoria da Câmara Municipal de São Paulo contra um vereador do PT, preso na Operação Última Parada. A parlamentar pede a abertura de procedimento disciplinar para apurar possível quebra de decoro parlamentar ligada a um suposto esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) por meio da empresa Transunião.
As investigações conduzidas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo indicam que a concessionária de ônibus foi utilizada para ocultar recursos da organização criminosa. A Operação Última Parada cumpriu cinco mandados de prisão e mais de cem de busca e apreensão em São Paulo e Minas Gerais, apurando o esquema do PCC na Transunião.
A vereadora afirmou que a Câmara Municipal deve apurar se o parlamentar investigado reúne condições de continuar no mandato. Segundo os investigadores, o vereador era o controlador de fato da Transunião. Um diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais declarou que o parlamentar chegou a ser jurado de morte pelo PCC por suposto desvio de recursos, mas foi perdoado após ressarcir os valores.
A defesa do vereador negou qualquer envolvimento com atividades criminosas. Com base nesses fatos, a vereadora sustenta violação ao Código de Ética da Câmara e defende o processo disciplinar. A Corregedoria da Câmara analisará a representação para decidir sobre o procedimento.

