A Polícia Civil de São Paulo prendeu um vereador suspeito de integrar esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC. O indivíduo foi detido por suposta participação em decisões financeiras da empresa de transporte público Transunião, que opera 50 linhas na capital.
Os investigadores afirmam que o vereador possuía poder decisório sobre a empresa, mesmo sem figurar formalmente em sua estrutura. O promotor de Justiça Danilo Pugliesi declarou que, ao analisar as comunicações dos envolvidos, constatou o poder de decisão do político sobre a companhia.
A investigação concluiu que a empresa montou um esquema fraudulento para lavar recursos do crime organizado. Ronaldo Sayeg, diretor do DEIC, disse que os criminosos realizavam o aumento patrimonial fictício da empresa, elevando valores de R$ 100 mil para R$ 50 milhões, injetando dinheiro ilícito.
A operação, iniciada em 2020 após a morte de um ex-presidente da Transunião, teve como motivação a desconfiança do executivo sobre desvios em favor do vereador. A Justiça afastou toda a diretoria da Transunião, e a prefeitura determinou intervenção na empresa.

