A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de Tóquio acelerou em junho de 2026. O IPC básico subiu 1,6% em termos anuais, um avanço em relação aos 1,3% registrados em maio. O resultado sinaliza o repasse de custos de importação de energia ao consumidor final.
O IPC geral avançou 1,7% na mesma base de comparação, enquanto um terceiro indicador, que exclui alimentos frescos e preços de energia, subiu para 1,9% em junho, contra 1,6% no mês anterior. Este último dado é o mais acompanhado pelo Banco do Japão para medir a inflação, e o resultado o aproxima da meta anual de 2% perseguida pela instituição.
A alta reflete o impacto do conflito no Oriente Médio, que elevou os preços dos combustíveis e pressionou o índice de preços ao produtor japonês. Embora subsídios governamentais tenham mitigado parte do impacto, o aumento de custos das empresas passou a ser refletido na inflação ao consumidor.
A divulgação ocorreu cerca de uma semana após o Banco do Japão elevar a taxa de juros em 0,25 ponto percentual, ocasião em que a instituição mencionou a possibilidade de novos aumentos diante da esperada aceleração inflacionária. As leituras do IPC para todo o Japão referentes a junho serão divulgadas em julho de 2026.

