O Partido dos Trabalhadores (PT) anunciou a intenção de ter candidatura própria ao governo de Minas Gerais. A decisão gerou irritação da pré-candidata ao Senado, Marília Campos, que defendia uma frente ampla. A ex-prefeita classificou o movimento como um equívoco estratégico para o estado.
Marília Campos, nome prioritário do PT para a disputa estadual, criticou a iniciativa partidária em nota divulgada à imprensa. Ela afirmou que a decisão pode fragilizar o campo democrático e popular em Minas Gerais. Segundo a ex-prefeita, reproduzir uma disputa polarizada recoloca no centro do debate conflitos que não ajudam a resolver problemas concretos dos mineiros.
Observadores internos do PT indicam que a pressão sobre Marília Campos reflete a influência de setores que seriam afetados pela ida dela à disputa do governo. O deputado Reginaldo Lopes, por exemplo, seria a opção natural para assumir a candidatura ao Senado caso ela não avance. A pré-candidata defende que o caminho ideal é liderar uma aliança ampla, reunindo PT, PCdoB, PV, PSB, MDB, Rede, PSOL e PDT.
A busca por um acordo maior com os partidos da aliança de Lula em Minas Gerais enfrenta divisões. O PDT tem Alexandre Kalil como pré-candidato, enquanto o PSOL também reforça candidatura própria. O PT já havia ensaiado outras opções, como o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco, que desistiu há poucas semanas, e conversas com Gabriel Azevedo, do MDB.

