Artistas trans e drag queen debatem a importância da representatividade e da resistência cultural em espetáculos no Rio de Janeiro, em celebração ao Dia do Orgulho LGBTQIAPN+, neste domingo (28). A dramaturga Renata Carvalho, a drag queen Miami Pink e o ator Edwin Luisi compartilham visões sobre a luta por visibilidade e memória.
A dramaturga Renata Carvalho, que se define como “transpóloga”, apresenta o espetáculo “Cabaré traviarcado: uma ode às travestis” no Teatro Gláucio Gill. A montagem homenageia pioneiras da cena brasileira, como Rogéria, Divina Valéria e Eloína dos Leopardos, e conta com um elenco formado apenas por travestis. Carvalho afirmou que a história de luta das travestis é corajosa e declarou: “Somos o sonho de muitas gerações”.
Miami Pink, drag queen e criadora do concurso Drag Star, promove um “Pride Show” no Teatro Rival Petrobras no dia 28, às 20h. Para a artista, o orgulho se concretiza quando a persona deixa de ser algo privado e ganha o mundo. Ela comentou que celebrar a cultura drag é fundamental para mostrar seu verdadeiro eu.
Edwin Luisi encena “Eu sou minha própria mulher”, que narra a vida de uma mulher trans que resistiu ao nazismo e ao regime comunista na Alemanha. O ator explicou que, embora não tivesse focado em identidade ao iniciar a peça, o tema ganhou urgência com as discussões atuais sobre liberdade de escolha.

