Um morador de Caracas relatou que as autoridades venezuelanas enfrentam dificuldades estruturais para lidar com os terremotos que atingiram o país na noite de quarta-feira (24). Segundo o advogado, bombeiros e agentes de defesa civil atuam com recursos mínimos, utilizando métodos manuais nos resgates.
Dois tremores de magnitudes 7,2 e 7,5 foram registrados na noite de quarta-feira (24) em um intervalo inferior a um minuto. Até a última atualização, as autoridades confirmavam 235 mortes e 1.520 feridos. O advogado, que acompanha a situação na zona leste de Caracas, disse ter visto equipes de resgate usando lanternas de celulares para iluminar locais de busca e removendo destroços manualmente.
Ele afirmou que a ausência de máquinas pesadas comprometeu a resposta à tragédia. “Pelo menos em Caracas, ainda não vi equipamentos desse tipo sendo usados para remover os escombros. Há uma carência muito grande de estrutura”, declarou. O cenário é descrito como mais delicado em La Guaira, onde há relatos de moradores tentando retirar vizinhos dos escombros antes da chegada das equipes.
Apesar do susto, a família do advogado não sofreu ferimentos. Ele relatou que, enquanto preparava um churrasco, um alerta de terremoto foi recebido no celular. Após o abalo principal, a madrugada foi marcada por uma sequência de réplicas, com estimativas de cinco a seis novos tremores na região.

