O acesso ao exame ampliado do teste do pezinho no Sistema Único de Saúde (SUS) ainda é desigual no Brasil. O diagnóstico tardio de doenças raras, que não são detectadas pela versão básica, pode causar lesões cerebrais irreversíveis em bebês.
A história de uma jornalista inspirou a Lei Theo, que ampliou a triagem neonatal no SUS para mais de 50 doenças. Contudo, cinco anos após a aprovação da legislação, o exame ampliado está disponível apenas em alguns estados, como Distrito Federal e Mato Grosso do Sul, deixando milhares de bebês sem a triagem completa.
O diagnóstico precoce é crucial, pois permite o tratamento imediato e reduz o risco de sequelas permanentes. Segundo dados, um bebê a cada 2.500 nascidos desenvolve sequelas irreversíveis por falta de diagnóstico precoce. O Ministério da Saúde informou que a expansão ocorrerá em cinco etapas, com previsão de conclusão até 2030.
Apesar dos avanços, a cobertura do exame básico também apresenta falhas. Em diversos estados, apenas sete ou oito de cada dez bebês passam pela triagem neonatal, indicando a necessidade de maior fiscalização e implementação da lei em todo o território nacional.

