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Economia

Irrigação transforma ‘corredor da miséria’ em polo de frutas em Goiás

Carla Fernandes
Última atualização: 26 de junho de 2026 05:51
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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O Vão do Paranã, no nordeste de Goiás, transforma-se de área historicamente marcada pela pobreza em polo de fruticultura graças à irrigação. O projeto, que já beneficia 80 produtores, utiliza a característica geográfica da região para garantir produção contínua e renda anual aos agricultores.

A iniciativa, desenvolvida pela Embrapa e financiada pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), recebeu R$ 23 milhões em investimentos. O modelo técnico permite que os produtores cultivem maracujá e manga em dois hectares por família. O maracujá, cultura de ciclo curto, começa a gerar retorno financeiro em cerca de seis meses, enquanto a manga, de longo prazo, pode ser produtiva por décadas.

A chegada da água, possibilitada pela perfuração de poços artesianos, superou a escassez hídrica que afetava a região. Pesquisadores da Embrapa explicam que o relevo local favorece o acúmulo de água subterrânea. Em algumas propriedades, a produtividade do maracujá alcança 30 toneladas por safra, o dobro da média nacional.

Os resultados financeiros já impactam a vida dos agricultores. Um produtor relatou faturar cerca de R$ 15 mil em dois meses com a venda de frutas. Além do ganho econômico, o projeto ajuda a conter o êxodo rural. Contudo, os agricultores enfrentam desafios na comercialização, dependendo de atravessadores, o que motivou a criação de uma cooperativa local.

TAGGED:AgronegócioDesenvolvimento RuralfruticulturaGoiásirrigacaoreforma-agaria
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