Um aposentado de 72 anos mudou parte de seu portfólio de ações para títulos do Tesouro dos EUA após a reunião do Federal Reserve em 17 de junho de 2026. A decisão, motivada pela queda do mercado, gerou um custo fiscal oculto, pois o rendimento dos títulos é incluído na renda provisória, podendo aumentar a tributação do Seguro Social.
O Chair Warsh do Federal Reserve manteve a taxa de fundos federais entre 3,5% e 3,75% e sinalizou possíveis aumentos, o que levou à queda das ações. Os rendimentos dos títulos do Tesouro estavam elevados, com cerca de 4,5% no título de dez anos. Diante disso, o aposentado transferiu uma parte de seus ativos de ações para títulos públicos, buscando segurança.
O rendimento dos títulos do Tesouro é isento de imposto de renda estadual, mas é totalmente tributável no nível federal. Esse rendimento é somado à renda provisória, um cálculo que determina quanto do benefício do Seguro Social será tributado. Para um contribuinte solteiro, ao ultrapassar US$ 34.000 na renda provisória, até 85% dos benefícios podem ser taxados.
Um exemplo demonstra que, ao investir US$ 200.000 em um título de dez anos com rendimento de 4,5%, o ganho anual de cerca de US$ 9.000 pode empurrar o benefício do Seguro Social para a faixa de 85% de tributação. A imprensa especializada aponta que a localização dos títulos — se em conta tributável ou em contas como Roth IRA — é mais relevante que o rendimento em si para evitar esse impacto fiscal.

