Michelle Bolsonaro consolidou um espaço político próprio no PL Mulher, representando o diálogo do partido com o eleitorado feminino, que corresponde a 52,47% do eleitorado brasileiro. A relevância dessa liderança estratégica foi colocada em debate após atitudes de um senador em relação a ela.
A nomeação de Michelle Bolsonaro para a presidência nacional do PL Mulher, ocorrida em 2023, visou ampliar a participação feminina na legenda. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral, as mulheres representam mais de 81 milhões de eleitoras no país. Por isso, a figura da ex-primeira-dama tornou-se peça estratégica para o campo conservador, pois sua atuação influencia a percepção de milhões de eleitoras sobre a valorização feminina no partido.
O papel de liderança exige capacidade de diálogo e unidade, pois a atuação de Michelle transcende as filiadas do PL Mulher. Conflitos públicos envolvendo a ex-primeira-dama e outras lideranças do campo político ganham dimensão maior, afetando a imagem que o partido projeta para um eleitorado decisivo.
Recentemente, a postura de um senador, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi questionada por desrespeitar Michelle Bolsonaro após ela emitir opinião sobre o apoio do partido a um candidato no Ceará. A crítica aponta que tal atitude desvia o foco da união política, ignorando o peso do voto feminino.

