A IBM anunciou um chip com arquitetura de 0,7 nanômetro, o primeiro abaixo de 1 nanômetro, visando otimizar aplicações de inteligência artificial. O avanço, segundo especialistas, deve ampliar a capacidade de processamento e diminuir o consumo energético dos sistemas.
O especialista Filipe Espósito explicou que a miniaturização é crucial no atual momento de alta demanda por infraestrutura de IA, onde desempenho e eficiência energética são fatores decisivos. Ele afirmou que, quanto menor o chip, mais eficiente ele se torna, pois as ferramentas de inteligência artificial consomem muita energia e exigem recursos crescentes.
O novo processador utiliza a arquitetura tridimensional NanoSheet, que permite empilhar transistores em camadas, similar a uma impressão tridimensional. Essa disposição aumenta a quantidade de transistores no mesmo espaço, o que reduz o consumo de energia e eleva o desempenho. A expectativa é que o chip entregue até seis vezes mais potência que a arquitetura de dois nanômetros atualmente no mercado.
O protótipo, contudo, deve levar entre quatro e cinco anos para entrar em produção em larga escala. A tecnologia promete até 50% mais desempenho e redução de até 70% no consumo de energia em comparação com os chips atuais. O anúncio também fortalece a posição da indústria americana na disputa global por semicondutores.

