O governo do Rio Grande do Sul estabeleceu um Plano de Transição Energética Justa que prevê manter o uso do carvão até 2043. A medida, criticada por entidades ambientalistas, atrasa as metas climáticas, apesar de visarem proteger empregos em regiões carboníferas.
A transição energética visa substituir fontes poluentes, como carvão e petróleo, por alternativas limpas, como solar e eólica. No Rio Grande do Sul, o plano busca garantir que trabalhadores e comunidades não sejam prejudicados pela mudança. Contudo, o prazo de 2043 para o carvão gera críticas, pois impede o alcance da neutralidade de carbono até 2050, segundo o Instituto Arayara.
A entidade ambientalista propõe uma alternativa pragmática: redirecionar os subsídios atuais das termelétricas para financiar a aposentadoria antecipada das usinas e programas de requalificação profissional. Essa ação, segundo a proposta, protege empregos e acelera a mudança, ao invés de prolongar uma atividade em declínio.
O governo, por sua vez, enfrenta pressão de prefeitos e deputados das regiões carboníferas, que dependem dos impostos gerados pelo setor. Exemplos históricos, como os do Vale dos Sinos e de Farroupilha, demonstram os impactos sociais devastadores de mudanças de mercado sem planejamento estatal.

