O Ministério da Saúde lançou, nesta sexta-feira (26), um projeto-piloto para oferecer caneta emagrecedora no Sistema Único de Saúde (SUS). O estudo, conduzido no Rio Grande do Sul, visa avaliar a efetividade, o impacto clínico e o custo do tratamento com medicamentos à base de semaglutida para obesidade.
O estudo, que terá duração de dois anos, envolverá 250 pessoas com diagnóstico de obesidade grave ou associada a outras doenças há pelo menos 12 meses e indicação de cirurgia bariátrica. Segundo o Ministério da Saúde, a análise focará na perda de peso dos pacientes, na evolução da qualidade de vida, nos resultados de exames clínicos, nas condições pós-operatórias e nos custos dos processos.
O ministro Alexandre Padilha declarou que o Brasil está sendo pioneiro no uso desse medicamento no sistema público de saúde. Ele afirmou que o objetivo é estimular estudos para aprimorar a produção e oferta da tecnologia de forma segura no país.
Os dados do Ministério da Saúde indicam a alta demanda pelo tratamento. Em 2025, o SUS realizou 9,7 milhões de atendimentos relacionados à obesidade, o que representa um aumento de 57% em comparação ao ano de 2022.

