A Associação Brasileira de Municípios Mineradores (AMIG Brasil) propôs a criação de um comitê internacional entre países da América Latina. A iniciativa busca harmonizar os marcos regulatórios da mineração e formular uma política conjunta para minerais críticos, durante o 27º Congresso Mundial de Mineração, realizado em Lima, Peru.
A proposta visa coordenar ações regionais frente ao aumento da demanda global por minerais estratégicos para a transição energética, como lítio, cobre e terras raras. Marco Antônio Lage, presidente da AMIG, afirmou que o objetivo é estimular a agregação de valor à produção mineral, ampliar investimentos em beneficiamento e fortalecer o desenvolvimento dos territórios mineradores.
Lage declarou que, embora o Brasil e o Peru possuam grande potencial geológico, a riqueza não gera benefícios sociais proporcionais, pois grande parte do beneficiamento ocorre fora do país. Ele citou que, para 17 dos 34 minerais críticos definidos pela União Europeia, a China responde por pelo menos 70% da extração ou refino global, defendendo a mudança dessa lógica.
Durante o evento, Lage defendeu a revisão de regras sobre mineração, tributação, fiscalização e sustentabilidade. A proposta recebeu apoio do ministro de Energia e Minas do Peru, Waldir Eloy, segundo a AMIG.

